Atleta de Futebol Americano

Vivo e respiro esportes desde pequena. Já passei por diferentes posições dentro do Futebol Americano e tenho algumas histórias para contar!

Sempre joguei futebol (soccer) e em 2017 comecei a jogar futebol americano. Iniciei minha carreira na modalidade como Wide Receiver do Curitiba Silverhawks. Nessa primeira temporada, joguei 3 jogos: Brasilia Pilots @ Curitiba Silverhawks, Curitiba Silverhawks @ Sinop Coyotes (ambos pelo Brasileiro) e Corinthians Steamrollers @ Curitiba Silverhawks (amistoso).

Em 2018, assumi a posição de Quarterback. Foi um desafio gigante aprender a mecânica de lançamento além de muitas horas de estudo de leitura. Nesse  ano, disputamos a primeira competição regional feminina. No campeonato, recebi o prêmio MVP (Most Valuable Player). Confira aqui os highlights. Ao final da temporada, com o retorno da nossa QB principal, a comissão técnica solicitou a minha mudança para a posição de Running Back. Posição na qual permaneci até 2019.

Em 2019, como Running Back e Retornadora, conquistei mais de 250y terrestres e com 4 Touchdowns em 2 jogos. A temporada foi curta aqui no Brasil porque em Julho do mesmo ano viajei para Nova York aonde fiquei por 6 meses.

Lá, tive a oportunidade de participar de diferentes torneios de Flag Football e Touch Football. Cada torneio era diferente e com regras distintas, mas todos eram co-ed (misto homens e mulheres). Joguei como QB, WR e defensora.

Em Outubro, participei do OT (Seletiva) do Boston Renegades. Na época, atual time campeão da WFA, a liga feminina do país. Foi um final de semana de muito aprendizado.

No Football, cada treino, cada jogo é sem dúvida uma oportunidade de aprendizado e experiências. Aqui um resumo das conquistas na modalidade:

  • BiCampeã Paranaense
  • MVP do Paranaense 2018
  • MVP Jogo @ SP Spartans 2018
  • Helmet de Prata – Player of the Year 2018

Atleta Flag Football

Comecei a jogar Flag na temporada 2018 em que fui convidada pela equipe Big Riders do Rio de Janeiro para jogar o torneio de Beach Flag e o Campeonato Nacional. 

No início, a adaptação do Football para o Flag foi difícil, principalmente por conta do contato e por não guardar a bola. Contudo a temporada de 2018 foi uma grande oportunidade para conhecer mais o esporte e conhecer referências e atletas gigantes do país. No final da temporada soube sobre a Seletiva para a Seleção Brasileira. Desde lá, coloquei como meta que iria realizar esse sonho.

Em Outubro de 2019, recebi a notícia em que fui convocada para o primeiro camp seletivo. Em 2020, após vários camps, estou entre as 20 melhores atletas do país e cada dia mais perto de realizar o sonho de jogar por meu país.

Em Dezembro de 2019, fui convidada pela equipe do Brasília Selvagens para jogar a super final, em que fomos Vice Campeãs Brasileira e MVP em um dos jogos.

No Flag também tenho característica de jogar em diferentes posições. Assim já atuei como WR, QB, Center, Blitzer, LB e S. Aqui um resumo as conquistas na modalidade:

  • Atleta da Seleção Brasileira
  • Vice Campeã Nacional
  • 2o lugar no Regional do RJ
  • MVP da Defesa no Regional do RJ
  • 3o lugar no Nacional de Beach Flag

Coach e Professora

 

Desde que comecei a jogar, sempre procurei estudar e aprender cada vez mais sobre o esporte. Em 2017, quando lesionada, passei meus primeiros treinos para as minhas próprias parceiras de equipe. Em 2019, assumi como Coach de WRs do Curitiba Guardian Saints, time masculino.

No final do mesmo ano, viajei pela primeira vez para Barcelona e entrei em contato com um time local de fullpads. A equipe possuia time masculino, feminino e infantil de flag. Fui a um treino das crianças e fui convidada para dar treino para os pequenos QBs. Mesmo não tendo tanta segurança no espanhol como tenho no inglês, me diverti muito passando conhecimento. Após esse dia, decidi que gostaria de trabalhar com crianças e fazer o esporte crescer. Hoje, faço minha segunda faculdade para ser educadora física.

Tenho o sonho de mudar a percepção do esporte nas escolas com a valorização de diferentes modalidades e, principalmente, mudar o cenário do esporte feminino. Muitas atletas, assim como eu, já passaram ou passam por alguma injustiça e preconceito. Isso será diferente no futuro.